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Autoestima e a Discalculia

        A matemática sempre foi vista como uma matéria para poucos, apenas os mais corajosos e sábios eram capaz de aprender e lecionar essa ciências, ainda hoje este fantasma percorre os muros escolares e a vida de muito estudante. Para ser hábil, inteligente e obter sucesso escolar e profissional precisamos ser exímios calculistas.

Ledo engano, a matemática foi criada por homens devido as suas necessidades diárias, não é uma matéria pronta e acabada como muitos acreditam. Para conhecer e compreender a matemática é preciso vontade, tempo e curiosidade para desvendar suas fórmulas e teoremas.

Sabemos que nos tempos atuais existem diversas pessoas com dificuldade de aprendizagem em matemática (DAM) e outra pessoas com uma comorbidade bem severa que atinge o senso numérico, a chamadaDiscalculia.

Discalculia significa dificuldade de calcular. Logo percebemos que as crianças que são afetadas por essa comorbidade, possuem dificuldades em raciocínio logico, não reconhecem símbolos matemáticos, tem dificuldade em sequencia, em calculo simples e diversos outros ligado a matemática.

O aprendizado nos discalcúlicos acontece de maneira lenta, logo a compreensão a cerca das habilidades matemáticas são dificultadas e um novo olhar, uma alteração nas ações em sala de aula pode minimizar tais dificuldades.

 

Além dos problemas relacionados ao senso numérico as crianças discalcúlicas aindapossuem baixa autoestima, devido a todo esse tabu existente em torno da matemática.

A criança rotulada como preguiçosa, desleixada, desinteressada e fraca torna-se uma criança apática, com baixo rendimento escolar e tudo isso é alarmante, não porque agrava a discalculia, mas sim porque pode gerar outros distúrbios como depressão, ansiedade, solidão, isolamento, rebeldia e até abandono escolar.

Vale ressaltar que cada um aprende de uma maneira e que apesar de não possuir habilidades matemáticas, os discalcúlicos possuem outras habilidades, que devem ser destacadas e valorizadas, entre ela as artes, esportes, criatividade, entre outras.

Cabe aos professores e país dessas crianças auxiliarem para que voltem à acreditar, em si mesma, e esse trabalho só será possível se feito com afeto, com amor. Entender que cada um tem seus fracassos e suas vitórias ao longo da jornada educacional e saber amparar e auxiliar esses jovens é papel da família e da escola.

Valorizar os conhecimentos e habilidades já conquistados durante o processo de aprendizagem, mostrando as barreiras já vencidas, é uma ferramenta para despertar o interesse em aprender e isso trará de volta a autoestima e bem estar dessas crianças e jovens.

Os alunos que possuem uma boa autoestima participam, interagem , aprendem e socializam-se muito melhor. Encorajar e acreditar nestes alunos fará com que os mesmos voltem a acreditar em si mesmos, criando assim um vinculo afetivo e social entre professores e alunos. Vinculo este que muitas vezes servirá de base para continuidade nos anos escolares desta criança.

É preciso intervir, motivar, estimular e cuidar para que esses alunos não se sintam impotentes diante do aprendizado, criando uma relação afetiva que contribua para o desenvolvimento educacional destes alunos.

 

O professor será um mediador entre a teoria e a pratica em sala de aula e ajudar os colegas a respeitar a individualidade dos alunos com discalculia será sua tarefa. Os discalcúlicos precisam de apoio, afetividade e socialização. Cabe ao professor promover isto em sala de aula.



Autora: Ana Maria Antunes de Campos – Pesquisadora e Estudante de Psicopedagogia,especialista em Educação Lúdica, Didática e Tendências Pedagógicas. Licenciada pela Universidade de Guarulhos em Matemática. Autora do livro infantil “Marcus e os Marcianos”, Editora Scortecci, autora do livro “Matemática – Uma nova maneira de ensinar e aprender”, Editora Ciência Moderna, do livro “ Discalculia Superando as dificuldades em Aprender Matemática” Editora WAK e autora de diversos artigos  educacionais. Suas palestras apresentam uma série de informações práticas sobre a educação, com um estilo comunicativo e bem humorado, porém o objetivo central é fazer com que o os cuidadores de nossas crianças percebem a importância da participação de cada um no processo educacional dos alunos.